Co-produtos

A operação de uma usina siderúrgica integrada como a CSP gera uma série de coprodutos, com alto valor tanto para o consumo interno da usina, quanto para a venda a outras empresas como matérias-primas.

Alinhada com a sua visão estratégica de negócio, a CSP adota processos e equipamentos de última geração para que esses coprodutos tenham uma gestão e destinação adequada, com o menor impacto ambiental possível. Como resultado, a empresa consegue o reaproveitamento, por exemplo, de 97% dos resíduos sólidos gerados, índice superior à média do setor siderúrgico no Brasil, que é de 95%.

 

Gases siderúrgicos

A CSP tem sistemas para aproveitamento de 100% dos gases gerados nos processos de produção. Os principais são o gás de Coqueria ou coke oven gas (COG), gás de Alto-forno ou blast furnace gas (BFG) e o gás de Aciaria ou linz donawitz gas (LDG). Esses insumos são tratados (remoção de impurezas e substâncias indesejadas), armazenados e distribuídos por uma rede de tubulações, equipada com sistemas de controle de pressão.

Parte desses coprodutos é destinada à geração de eletricidade. A CSP, que tem um consumo de 200 MW/h, é autossuficiente em energia elétrica graças a uma termelétrica própria. A térmica tem capacidade de 218 MW/h, superior portanto à demanda da usina e capaz de atender a uma cidade com 150 mil habitantes. O excedente de eletricidade é comercializado no mercado livre de energia.

Como esses gases têm elevado potencial de calor, também são usados como combustível nas áreas de produção.

Com isso, a empresa contribui para a redução na emissão dos gases responsáveis pelo efeito estufa, conhecido como aquecimento global.

 

Escórias de Aciaria e Alto-Forno

O uso de novas tecnologias e equipamentos de última geração é um dos grandes diferenciais da CSP, incluindo a adoção do Baosteel Slag Short Flow (BSSF), processo inédito no Brasil. Neste processo, a escória líquida de Aciaria é basculada num tambor rotativo, onde ocorre o resfriamento com jatos de água, com consequente granulação, seguida de separação magnética. O processo é limpo, rápido, seguro e gera uma escória de qualidade superior à obtida de forma tradicional. Com isso, é possível agregar valor ao material e destiná-lo – assim como as escórias de Alto-forno – às indústrias cimenteiras.

Um dado importante é que, para cada tonelada de ferro-gusa produzido, são gerados, em média, 300 quilos de escória de Alto-forno. E, para cada tonelada de aço líquido processado, são gerados 100 a 150 quilos de escória de Aciaria.

 

Saiba mais sobre os principais coprodutos do processo siderúrgico:

 

Agregados siderúrgicos

São subprodutos do aço, principalmente do Alto-forno, e têm um teor elevado de silício. São comercializados pela CSP como matéria-prima para a produção de cimento ou utilização em pavimentação, como base ou sub-base em ruas, estradas, pistas e pátios. Permite a redução em 30% no custo dessas obras, além de diminuir as despesas com a manutenção, devido à grande resistência e durabilidade.

 

Argilas siderúrgicas

São materiais que sobram do processo de separação de metais na produção do aço. A CSP destina esse coproduto para a venda como matéria-prima para produção de tijolos e telhas em fábricas de cerâmica e olarias.

Pó de Coque

Em seus diversos processos para produção do aço, a CSP se preocupa em limpar os gases de todos os particulados presentes e em muitos casos os pós  também são coprodutos. O Pó de Coque é resultado de alguns destes processos de despoeiramento e este sólido muito fino se transformará em coproduto na comercialização como fonte de energia para diversas indústrias, dentre elas, a cimenteiras e cerâmicas. Sua composição química conta predominantemente com carbono e cinzas.

Alcatrão de hulha bruto

O alcatrão de hulha bruto é um dos coprodutos que resulta do processamento do carvão mineral para a produção de coque, uma das principais matérias-primas da CSP. É constituído essencialmente de hidrocarbonetos aromáticos, tais como benzeno, fenóis, naftaleno, cresóis, antraceno e piche. Trata-se da mais importante fonte natural de compostos aromáticos de grande importância para a indústria (mais de duzentos compostos podem ser obtidos). De uma tonelada de hulha, podem ser obtidos em torno de 30 a 50 quilos de alcatrão. A companhia recicla o alcatrão de hulha ou vende o insumo para empresas de vários segmentos.

Óleo Leve BTX

Ao coqueificar o carvão mineral, os gases passam por uma lavagem onde é coletado o BTX, após a separação do alcatrão. O BTX – como é comumente chamado – é também resultado do tratamento dos gases da coqueria. O BTX é um líquido amarelado quase totalmente composto de Benzeno, Tolueno e Xileno e tem cheiro característico, lembrando algumas colas de contato (“cola de sapateiro”). A CSP comercializa para empresas que produzem derivados que são utilizados nas indústrias de solventes, tintas e plásticos.

Enxofre Líquido

A última etapa de tratamento dos gases de coqueria consegue separar o Enxofre de alta pureza, que é um sólido amarelo a temperatura ambiente, mas quando carregado em caminhões em temperaturas acima de 127 ºC apresenta-se em estado líquido. A CSP comercializa o produto para ser usado na fabricação do intermediário Ácido Linear Alquilbenzeno Sulfônico, amplamente utilizado na indústria química como o tensoativo mais utilizado mundialmente para a produção de detergentes líquidos e em pó, dada a sua comprovada compatibilidade ambiental e excelente relação custo/benefício.

Inservíveis

A siderúrgica consome muitos insumos e materiais diferentes. Nas suas atividades de apoio, principalmente de manutenção, vários materiais são gerados. A CSP os comercializa buscando aplicação para os materiais (óleos usados, refratários, embalagens diversas, etc.) e até equipamentos usados que já foram úteis para suas atividades e que serão reaproveitados ainda em outros processos. Os procedimentos de venda são conduzidos por uma equipe especializada que direcionam estes itens para diversos mercados.