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Representantes de comunidades são empossados no Conselho Comunitário do CIPP

Onze representantes das comunidades próximas ao Conselho Comunitário do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP) foram empossados no Conselho Comunitário do CIPP, na manhã desta sexta-feira, 27/9. A solenidade ocorreu no auditório da empresa CIPP S.A. (Porto do Pecém). Os municípios de São Gonçalo do Amarante e Caucaia agora contam com essa ferramenta poderosa e independente na direção do desenvolvimento sustentável da região.

Estiveram presentes cerca de 160 pessoas, entre representantes das próprias comunidades, da Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, da Prefeitura de Caucaia e outros representantes da sociedade civil. O evento contou com apresentações culturais dos moradores da região, explanação acerca da criação e compromissos do Conselho, além de momentos de confraternização entre os presentes.

Os empossados são Francisca Maria (Planalto Cauípe), Arandi Matos (Pecém), Socorro Silva (SGA – SEDE), Miguel Neto (Matões), Joselina Lima (Matões), Silvanez Alves (Pecém), Marlen Crisóstomo (Parada), Irineu Rocha (Angicos), Narcísio Duarte (SGA – sede), Jânua Keila (Bolso), Quércia Sampaio (Bolso).

 

De mãe para filha

A moradora do Planalto do Cauípe, Francisca Ferreira Rodrigues, 77 anos, prestigiou o momento. Ela foi fundadora e a primeira presidente da Associação de Desenvolvimento Comunitário de Planalto do Cauípe. Uma de suas filhas compõe o Conselho do CIPP. Ela disse acreditar em avanços com o Conselho: “A expectativa é boa! Acredito que, a partir daqui, a coisas vão avançar.  O povo unido é o que faz as coisas acontecerem”.

 

A coordenadora executiva do Conselho, Maria do Socorro da Silva, da comunidade do bairro Palestina, de São Gonçalo do Amarante, compartilha que este foi um momento de muita emoção e expectativa com a contribuição desse trabalho. “O desenvolvimento está na região e tende a crescer cada vez mais. É de suma importância esse Conselho. Será um desafio, mas, com o potencial dos conselheiros que temos, nós vamos longe. Temos a CSP como uma norteadora, que nos acompanhou em todo esse processo, para que pudéssemos encontrar o melhor caminho para chegar até aqui”, disse a liderança.

 

A presidente da Agência de Desenvolvimento do município de Caucaia, Adelina Feitosa, reforçou: “Não existe desenvolvimento sem a participação popular. Essa é uma iniciativa brilhante e com certeza constrói um novo cenário de desenvolvimento para a região. Nós podemos ser exemplo de uma sociedade mais unida, coesa, em busca de um mesmo propósito”.

 

Para o gerente geral de Relações Institucionais e Comunicação da Companhia Siderúrgica do Pécem (CSP), Ricardo Parente, “nós temos que trazer conhecimento, informação e sentar na mesma mesa todos os entes: o poder público, o poder privado e a sociedade. O ponto chave disso tudo é o diálogo, que é o que estamos fazendo aqui hoje. Dessa forma, conseguimos mudar a vida das pessoas, esse é o nosso objetivo”.

 

Interesses sociais coletivos

 

O Conselho foi criado para defender os interesses coletivos e exercitar a cidadania, por meio do protagonismo da organização social, reunindo e discutindo temas prioritários da região. Ao todo, quase 200 pessoas, vindas de 10 comunidades, estiveram envolvidas nesse projeto, que teve início em 2018 e contou com o apoio da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP).

 

Com o intuito de fortalecer, engajar e preparar os integrantes do Conselho para seguirem sozinhos, o Conselho teve o suporte da CSP por meio de uma consultoria especializada. “Durante um ano, estivemos com as comunidades para desenvolver este grupo. No primeiro momento, definimos os projetos prioritários de cada comunidade – pois cada uma tem sua própria demanda. Depois, fizemos os direcionamentos, seguida da eleição da coordenação. Agora, será realizada a posse do Conselho para que eles possam exercem o que eles aprenderam neste período”, explicou Cintia Takada, sócia-fundadora da Takao consultoria.

 

Empoderamento social

 

“O Conselho Comunitário é uma forma muito eficaz de dar voz às comunidades. É como se a comunidade tivesse agora um representante, que é um elo entre suas demandas e o poder público ou quem for responsável por resolver aquela demanda”, destacou a Gerente de Relações com Comunidades, Cristiane Peres.

 

Durante as reuniões do grupo, foram definidos quatro objetivos específicos que o Conselho Comunitário irá trabalhar, são eles:

  • Induzir um canal de diálogo entre as comunidades e os órgãos públicos, propondo soluções e promovendo esclarecimentos dos direitos e deveres;
  • Estimular o resgate e o desenvolvimento da cultura local;
  • Buscar parcerias para fomentar e induzir ações e projetos;
  • Contribuir com o desenvolvimento econômico regional e a geração de emprego e renda.

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